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Livro: A Casa dos Pesadelos
Autor: Marcos DeBrito
Editora: Faro Editorial
Páginas: 144
Nota: 3,5/5




Sinopse: Dez anos depois de estar cara a cara com aquela assombração, Tiago finalmente concorda em voltar àmesma casa para visitar sua avó.Agora adolescente, ele pretende provar para si mesmo,que a terrível imagem que o aterrorizara nas madrugadas por tanto tempo, não passava de uma criação tenebrosa da infância. Mas, ao chegar no casarão, o jovem se depara com o misterioso quarto de seu falecido avô, agora mantido fechado, e tratado como espaço proibido. As restrições com relação ao aposento, as sensações e barulhos no meio da noite logo alimentam nele a suspeita de que algo terrível habita o local. Tomado por uma estranha coragem e desejo de ver-se finalmente livre do medo, tudo que o rapaz deseja é descobrir o que há por trás daquela porta. Então, o pesadelo toma novo impulso quando a figura sombria da infância mostra-se real novamente... mas, desta vez, ela quer atacar o seu irmão mais novo. Determinado a impedir que o caçula passe por terror semelhante, Tiago, mesmo apavorado, decide enfrentar a criatura. E o que descobre expõe terríveis segredos do passado que ninguém poderia imaginar.




Marcos DeBrito ficou conhecido por seu trabalho em “O Escravo de Capela”. E desde então, seu nome tem sido muito elogiado. Visitando uma livraria não acreditei quando vi A Casa dos Pesadelos, seu novo livro, em promoção. Não podia perder a oportunidade e resolvi trazer a resenha para vocês na noite de Halloween.

Muitas crianças sofrem na hora de dormir. A escuridão é palco para os seus maiores medos. Por isso é só acender a luz para descobrir que tudo não passou de nossa imaginação. Eram só sombras. Não há nada embaixo da cama. Não há ninguém dentro do armário.

Então, porque os pesadelos não foram embora? Depois daquelas noites em que passou na casa de sua avó, Tiago nunca mais foi o mesmo. O que de tão aterrorizante ele viu que o persegue por dez anos? O que há naquela casa? Porque ele se apavorou diante de todas as tentativas da mãe de leva-lo para lá? Será que existe algo de errado com ele?

Essa é a chance que ele tem de descobrir. Ele agora é um adolescente, em pouco tempo será um adulto. Precisa vencer esse trauma. Ele não consegue mais se aproximar das pessoas. Está em um estado de nervos alarmante. E ninguém acredita nele. Sua médica quer que ele retorne ao local em que tudo aconteceu para se convencer de que foi um medo bobo de criança.

E foi assim que ele aceitou entrar naquele carro, com sua mãe e seu irmão caçula. E o que mais temia está lá novamente diante de seus olhos: a casa!

“Como se tivesse retornado à primeira noite que passara naquela residência durante a infância, seus olhos enxergavam agora apenas a escuridão. Na penumbra do corredor, observada como um reflexo daquela mesma janela dez anos no passado, uma estranha figura ganhava forma nas trevas conforme o rumor se aproximava do aposento. O luar era o único responsável por revelar debilmente os contornos abrigados no breu, tornando-se indecifrável a bizarra quimera escondida nas sombras.”

E por algum motivo ele não queria o contato da avó. Como em um filme de terror, ficaremos com pé atrás com ela. Em um minuto é a senhora mais amorosa que já vimos. Em outro, se transforma em um verdadeiro monstro para guardar uma porta.

O que tem naquele quarto proibido? Por que ele não pode entrar? E por que ela se esforça tanto em desacreditá-lo? Enquanto tenta ultrapassar os limites da porta e desvendar esse mistério, seu passado volta com força total. E agora a assombração está indo atrás de seu irmãozinho.

“As razoes para estar sempre trancada variavam em sua cabeça entre as mais obscuras fantasias. Certo de, na hora morta, a casa ser assombrada por algo inominável perambulando nas trevas, concluiu que o quarto era como um pórtico do inferno. “

Estou chocada até agora. Que virada de rumo! O final é completamente inesperado. E faz todo o sentido do mundo, o autor foi muito inteligente na forma como nos conduziu.

Os mais medrosos podem ficar tranquilos, pois essa não é uma história de terror. É mais um thriller psicológico bem leve, apesar do tema ser pesado. Com um texto muito simples e bem direto, o autor foca mais no mistério que envolve o que aconteceu com o nosso personagem há dez anos. Se é verdade ou se é apenas a imaginação de uma criança.

O desafio desse livro é descobrir o que aconteceu com Tiago.

Mas existe um ponto que me incomodou. Quando temos um pesadelo, é só acordar e tudo fica bem. Mas e quando você acorda e ele continua vivo em sua mente e muda toda sua vida? É assim com Tiago, é muito real para ele.

Por isso não aceitei a reação da mãe dele. O comportamento dela não tem uma explicação convincente. Ela quer ajuda-lo e não consegue compreendê-lo. Mas em certos momentos, parece que ela o está atacando. Chega a ser cruel como ela faz pouco caso e debocha do trauma dele. Deixando inclusive o filho mais novo assustado e impressionado. Pelas revelações derradeiras, acredito que se o livro tivesse mais páginas, a trama dela poderia ter sido melhor desenvolvida.

Não posso deixar de elogiar essa edição. Tem páginas pretas com imagens do pesadelo dele e páginas laranjas destinadas ao que aconteceu no passado. Já o presente é narrado em páginas amareladas.

Essa é uma boa história para aqueles que querem uma leitura rápida e com um final surpreendente nesse fim de noite!



Bjs.

Pri.

Nessa edição especial para o Dia das Crianças, vamos trazer para a coluna Cabine de Imprensa: Livro x Filme, um lindo clássico infantil.

Não percam ainda essa semana tudo sobre o filme.



Autor: Munro Leaf
Ilustração: Robert Lawson
Páginas: 72
Editora: Intrínseca
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5 Favorito!





Sinopse: Um dos maiores clássicos da literatura infantil A história que deu origem ao filme da Fox, dirigido por Carlos Saldanha Com mais de 80 anos de vida, o simpático Ferdinando continua em boa forma. Sua história não envelheceu um dia sequer, ainda hoje conquistando corações e inspirando o respeito pelas diferenças. Publicado originalmente em 1938, O touro Ferdinando marcou gerações no mundo todo, tendo sido traduzido para mais de 60 idiomas. Com uma narrativa singela, uma união perfeita entre as ilustrações e o texto de humor delicado, o livro conta a história de um touro que, apesar de seu tamanho e sua força, não tem interesse em lutar nas touradas. Tudo que ele quer é cheirar as flores e ficar quietinho no seu canto, mas às vezes o mundo à nossa volta não compreende aqueles que são diferentes da maioria. Com um personagem encantador e ilustrações impecáveis, a obra traz uma mensagem universal e atemporal e certamente será amada também pelo público brasileiro.



O Touro Ferdinando é um clássico infantil que causou polêmica na data de seu lançamento. Publicado na década de 30, com somente alguns meses antes da Guerra Civil Espanhola, foi acusado de conter ideias pacifistas e por isso banido nos países com regime fascista. Confesso que esse histórico serviu apenas para aumentar minha curiosidade e minhas expectativas. E para minha surpresa me deparei com um enredo simples, mas inteligente ao usar de simbolismo para ensinar sobre a paz. Mas não houve nenhuma ideologia política por trás disso como equivocadamente entenderam, a não ser a ideologia de um mundo mais tolerante.

Na Espanha tinha um touro chamado Ferdinando. Sua mãe estava preocupada com ele. Enquanto os outros estavam juntos, brincando de dar cabeçadas, ele encontrou seu lugar preferido: na sombra de uma árvore onde passava o dia cheirando as flores, sozinho.

“E assim ela entendeu que Ferdinando não se sentia sozinho. Por ser uma mãe compreensiva, mesmo sendo uma vaca, deixou que ele ficasse ali, quietinho e feliz.”

Os anos passaram, e mesmo crescido, ele ainda estava lá, enquanto ou outros touros sonhavam em serem escolhidos para as touradas de Madri. Assim estavam sempre treinando: brigando e dando chifradas uns nos outros. Menos Ferdinando. Mas por um tremendo engano, justamente ele, o único que não queria, acabou sendo o escolhido e levado para as arenas de Madri.

“Um dia, apareceram cinco homens com chapéus muito engraçados. Estavam procurando entre os touros aquele que fosse o maior, mais veloz e mais forte, para levarem às touradas de Madri.”

No grande dia, música tocava nas ruas, pessoas levantavam bandeiras com o nome dele. Parecia um grande espetáculo. O toureiro e os bandarilheiros e os picadores se exibiam, mas na verdade estavam com muito medo do que poderia acontecer quando Ferdinando entrasse.

E vocês podem imaginar o que foi que aconteceu quando ele entrou? Não posso contar, mas foi engraçado. O problema é que não era o que eles esperavam. E não aceitaram muito bem....

"Não importava o que fizessem, Ferdinando se recusava a lutar e ser feroz. Continuava ali sentado, cheirando as flores. Os bandarilheiros ficaram com raiva, os picadores ficaram com mais raiva ainda e o toureiro chegou a chorar de tanta raiva, por não poder se exibir com sua capa e sua espada."

A história começa como nos famosos contos de fadas: “era uma vez....”. Esse tom usado pelo autor pode traduzir o desejo de que a nossa história tenha um final feliz.

O sentimento de que todas as pessoas que são “diferentes”, assim como nosso querido personagem Ferdinando, encontrem um mundo onde as diferenças sejam respeitadas.

Com um texto maravilhoso, que encanta por sua simplicidade, enriquecido por ilustrações em preto e branco, Munro Leaf deixa uma mensagem que atravessa gerações: há espaço para todos nós. Aqueles que querem pular, correr e dar cabeças e também para aqueles que só querem sentar embaixo de um carvalho e apreciar o perfume das flores.

E que podemos ser felizes quando deixarmos de lutar. Não precisamos das lanças, das estacas e das espadas. Apenas de um coração mais generoso. É importante sermos mais tolerantes uns com os outros.

Achei lindo o livro e gostaria que todas as crianças tivessem a oportunidade de aprender com ele.


Bjs.

Pri.


Especial Dia das Crianças:





Crédito da Imagem




Acompanhem o Especial Dia das Crianças:

Abertura:

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Coluna Novidades Literárias:

Zahar Lança Mary Poppins e A Volta de Mary Poppins em Edições de Luxo

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Resenha do Livro A Parte Que Falta no Blog Nas Tuas Páginas

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Resenha do Livro Diário de Um Banana Livro 1 Blog Nas Tuas Páginas

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Coluna Cabine de Imprensa:

Resenha do Livro O Touro Ferdinando Blog Nas Tuas Páginas

Resenha do Livro O Touro Ferdinando Blog Cantinho Para Leitura

Critica do Filme O Touro Ferdinando: Livro ou Filme? Blog Cantinho Para Leitura

Crítica do Filme O Touro Ferdinando: Livro ou Filme? Blog Nas Tuas Páginas


Autora: Suzanne Enoch
Páginas: 288
Editora: Harlequin
Série: Lessons In Love Livro 1
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5 Favorito!







Sinopse: Era uma vez um notório visconde Dare, que seduziu lady Georgiana Halley e tomou sua inocência para ganhar uma aposta, e agora ele vai ter que pagar. O plano é simples: ela vai usar cada artifício de conquista que conhece para ganhar o coração de Dare, e então quebrá-lo. Mas o olhar do visconde tenta Georgiana a se entregar ao prazer mais uma vez, e quando ele a surpreende com um pedido de casamento, ela se pergunta: esse é mais um de seus jogos, ou dessa vez é amor verdadeiro?







Um dos melhores romances de época que li esse ano. Estou muito feliz pela editora publicar a Suzanne Enoch para nós que somos fãs do gênero. E quem não é, tenho certeza de que pelo menos desse livro irá gostar, correndo o risco de se apaixonar. Estou falando de “Como Se Vingar De Um Cretino”, primeiro livro da Série Lessons in Love. 

Tristan Michael Carroway, Visconde de Dare, era o melhor amigo do primo dela, o duque de Wycliffe, e ela o odiava! A briga entre eles era conhecida por todos: há seis anos ele lhe roubou um beijo para vencer uma aposta. Essa foi a versão que eles espalharam. Mas a verdade só eles sabiam. E agora tudo estava prestes a se repetir com Amelia Johns. Não se Lady Georgiana Halley pudesse evitar, e ela queria vingança!

“Do outro lado do salão, a risada intensa de Dare ressoou, e o sangue de Georgiana esquentou até quase começar a ferver. Obviamente, ele não ligava a mínima para o fato de ter magoado os sentimentos de uma jovem garota — ou pior: de ter partido outro coração. Ah, sim, o visconde precisava desesperadamente de uma lição.”.

Parecia muito simples. O plano era fazer com que ele entendesse o que era ser enganado por alguém a quem entregou seu coração. Ela acreditava que só assim ele se tornaria um homem melhor. Mas para funcionar ele precisava se apaixonar por ela. Foi nesse momento que teve a ideia de se oferecer para morar com ele, com a desculpa de cuidar de suas tias.

“— É por isso que estou aqui. — Georgiana se inclinou para a frente, respirando fundo. Chegara a hora; o primeiro movimento no tabuleiro de xadrez para começar o jogo. — Pensei que as senhoras talvez gostassem de ter alguém para ajudá-las a se locomover por aí, e eu gostaria de me sentir ao menos um pouquinho útil, então eu...”

Depois de todos esses anos, uma visita à Residência dos Carroway’s era muito suspeita. Tristan soube assim que a viu que ela estava tramando alguma coisa. Mas não teve alternativa a não ser ceder a sua presença. Ainda mais depois que constatou o bem que ela estava fazendo a sua família. Mas não seria fácil. Ele nunca a esqueceu. Tudo o que precisava era encontrar uma nova dinâmica para lidar com ela e sobreviver ao que sentia.

O momento não era o mais propício. Seu pai arruinou as finanças antes de falecer. Tristan, como o irmão mais velho, assumiu a responsabilidade de salvá-los. Ele estava se desdobrando para manter o patrimônio deles, mas não havia saída. Eles só tinham no máximo algumas semanas. Ele teria que se casar com alguma herdeira ou perderiam tudo. Amelia Johns era a candidata perfeita, ele sabia. Mas não a amava.

“Se meu pai tivesse morrido uns dois ou três anos antes, talvez eu tivesse conseguido tirar a família da lama sem ter que recorrer a algo tão heroico e tão trágico quanto o autossacrifício.”

Há muito tempo que não fico tão animada com uma história. Vocês podem estar se perguntando o que há de diferente nesse livro. Não há nada de inovador. Mas a química entre os personagens; a forma como a autora movimentou o enredo, indo de uma trama a outra com agilidade; a escrita direta e leve, capaz de divertir, emocionar e nos deixar apaixonados, fez a diferença.

Os personagens são cativantes. Tanto que o trunfo da autora, em minha opinião, foi a família de Tristan, seus quatro irmãos e suas duas tias. Entre eles, Robert, merece destaque. Ele praticamente não fala, vive pelos cantos, isolado em seu próprio mundo. Há algo errado com ele, mas não sabemos o que é. Tristan está muito preocupado, querendo ajuda-lo, mas não consegue. No fim, teremos uma pequena revelação de quebrar o coração. Estou ansiosa pelo livro dele.

Existe também um mistério sobre o motivo da aposta e o que realmente aconteceu entre eles, que pode mudar tudo. Nosso casal vive brigando, com respostas sempre afiadas e carregadas de sarcasmo. O que na verdade é apenas um mecanismo de defesa, uma forma de manter os sentimentos à distância. Mas aos poucos, Georgiana se vê presa dentro da própria armadilha e o que evitou por todos esses anos vem à tona: ainda está apaixonada! Tristan fará de tudo para esclarecer o passado, mas depois de seu erro e de algumas reviravoltas para separá-los, ele terá que lutar para que ela possa confiar nele novamente.

Mas tem mais: uma vilã entra em cena. E com ela uma tragédia se anuncia e um escândalo irá envolver Tristan e Georgiana nos últimos capítulos.

Não poderia deixar de contar para vocês que Suzanne Enoch ainda preparou uma surpresa super criativa e divertida, não vou dizer qual é. E enriqueceu sua história iniciando cada capítulo com uma citação de uma das obras de Shakespeare. E para quem sempre pergunta, teremos apenas duas cenas de intimidade entre eles, que são leves e ousadas ao mesmo tempo, pois servirão de gancho para o argumento das tramas.

Esse foi o debut de Suzanne Enoch aqui no Nas Tuas Páginas e posso dizer que virei sua fã. Torcendo para que a editora publique os outros livros da série.

Um livro delicioso e com uma leitura rápida! Recomendo muito!



Bjs.

Pri.

Autor: Jeff Kinney
Páginas: 224
Editora: V&R
Adicione: Skoob
Avaliação: 3/5






Sinopse: Não é fácil ser criança. E ninguém sabe disso melhor do que Greg Heffley, que se vê mergulhado no mundo do ensino fundamental, onde fracotes são obrigados a dividir os corredores com garotos mais altos, mais malvados e que já se barbeiam. Em Diário de um Banana, o autor e ilustrador Jeff Kinney nos apresenta um herói improvável. Como Greg diz em seu diário: Só não espere que seja todo “Querido Diário” isso, “Querido Diário” aquilo. Para nossa sorte, o que Greg Heffley diz que fará e o que ele realmente faz são duas coisas bem diferentes.




Vocês que estão me acompanhando aqui no blog já sabem que esse é o meu gênero preferido. Por isso estranhei um pouco essa leitura. Ela segue uma linha diferente do que estou acostumada a encontrar nos livros voltados para esse público. Ainda não sei dizer, mas acredito que a proposta do autor seja nos divertir com as estratégias criadas pelo personagem para sair das situações. Porque ele sempre tenta dar um jeito de conseguir o que quer e acaba dando tudo errado e ele termina encrencado na maior confusão.

Em “Diário de um Banana” iremos conhecer um menino chamado Greg. O enredo será narrado por ele através do seu diário. As folhas vão simular páginas de um caderno e o autor ilustrou todas elas, como se fosse uma história em quadrinhos dentro de um livro.

“Em primeiro lugar, quero esclarecer uma coisa: isto é um LIVRO DE MEMÓRIAS, não um diário. Eu sei o que diz na capa, mas, quando a mamãe saiu para comprar essa coisa, eu disse ESPECIFICAMENTE que queria um caderno sem a palavra “diário” escrita nele.”

Vamos acompanhá-lo durante todo o ano, desde o primeiro dia de aula. Ele entrou no sexto ano do ensino fundamental, é como se fosse um marco, agora as coisas são diferentes.

“Já falei para o Rowley pelo menos um bilhão de vezes que, agora que a gente está no sexto ano, você tem que dizer “dar um tempo”, não “brincar”. Mas não importa quantas vezes eu reclame, ele sempre se esquece na vez seguinte.”

Na escola tem os valentões. Meninos que são mais altos e mais fortes do que ele. Tem as meninas que são muito complicadas. Garotos como ele não têm nenhuma chance com elas. Elas só querem saber de Bryce Anderson o menino mais popular.

Em casa tem o drama de ser o irmão do meio, aquele que sofre. Algum de vocês já quis ter um irmão mais velho ou mais novo? Pense melhor, pois depois de conhecer os irmãos de Greg tenho certeza de que irão mudar de ideia. Rodrick, o mais velho, vive pregando peças nele e saindo impune. Manny é o príncipe da casa, por ser o caçula. É superprotegido pelos pais.

“Ontem, Manny desenhou um autorretrato com canetinha na porta do meu quarto. Achei que meus pais fossem realmente dar uma dura nele, mas, como sempre, eu estava errado.”

O pai vive pegando no pé dele. Com vocês acontece o mesmo? Ele não reconhece que Greg é muito bom no videogame, só quer saber de mandá-lo praticar algum esporte ou se exercitar. Aonde vocês acham que ele vai nessa hora? É claro que acaba na casa do melhor amigo Rowley.

Mas as coisas ficarão tensas entre eles. Até Rowley perceber que Greg não tem sido seu amigo de verdade. Amigos não fazem o que ele fez. E tudo piora. De repente Rowley é legal, tem outros amigos. E Greg está sozinho. E assim iremos ver Greg aprontando nas eleições para ser o tesoureiro da turma, na peça que a mãe o obrigou a participar, na noite de Halloween arruinada por seu irmão mais novo e no seu Natal em família.

Se eu pudesse resumir esse livro em uma frase seria: “É difícil ser criança”. Porque o que temos aqui é o universo de um garoto que tenta sobreviver ao ensino fundamental. O enredo é muito atual. Mas eu tive a impressão que o segredo do sucesso dessa série é a forma como ele é contado. É uma criança falando com outra criança. E as ilustrações em quadrinhos fizeram toda a diferença.

É uma criança mostrando o que acontece em casa: como o irmão mais velho o persegue, como o irmão mais novo atrapalha sua vida, como os pais não lhe entendem. Como ele descobriu que o castigo do pai é diferente do castigo da mãe, quando ele faz algo errado. Que na maioria das vezes a mãe tem a última palavra, então não adianta implorar para o pai. Os valentões da vizinhança, que estão sempre aprontando.

E mostra também o que acontece na escola e como é seu relacionamento com seu melhor amigo.

Mas Jeff Kinney criou um protagonista que não irá nos cativar. Greg tem atitudes que irão incomodar. Ele sempre enxerga uma maneira de tirar vantagem em tudo o que acontece só para ser mais popular e conseguir a atenção das meninas. E a forma como ele trata o amigo é horrível. Além de usá-lo como cobaia para seus planos e sempre se aproveitar dele, ele o coloca em enrascadas e o deixa sozinho para levar a culpa.

Assim passei o livro todo torcendo por um desfecho que não veio. Não há uma lição de moral no final, Greg não aprende nada. E isso é preocupante em um livro voltado para crianças. O que me consolou foi que nada dá certo para ele, Greg sempre se dá mal. Talvez, sutilmente, essa tenha sido a sua lição.

Há alguma mensagem no livro? Sim. Em relação ao assunto principal o autor deu o seu recado. Rowley foi ele mesmo do início ao fim, nunca tentou fazer nada para conquistar as pessoas. E como recompensa, todos passaram a gostar dele quando tiveram uma oportunidade para conhecê-lo. Ao contrário de Greg que perseguiu a popularidade a todo custo e sempre quis ser aceito. Mas isso só aconteceu quando ele se livrou da má influência de Greg.

Agora o que não podemos negar é que crianças do mundo inteiro estão lendo e gostando de ler por causa dessa série. Então eu recomendaria que os pais participassem da leitura de seus filhos.

Beijinhos.

Rafinha.



(Resenha da Colaboradora Rafaela Duarte)






Especial Dia das Crianças:





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Acompanhem o Especial Dia das Crianças:

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Resenha do Livro "O Menino Maluquinho" no Blog Cantinho Para Leitura

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Coluna Novidades Literárias:

Zahar Lança Mary Poppins e A Volta de Mary Poppins em Edições de Luxo

Lançamento do Livro Diário de Um Banana 13- Batalha Neval



Coluna Resenhas:

Resenha do Livro A Parte Que Falta no Blog Nas Tuas Páginas

Resenha do Livro A Parte Que Falta no Blog Cantinho Para Leitura

Resenha do Livro Diário de Um Banana Livro 1 Blog Nas Tuas Páginas

Resenha do Livro Diário de Um Banana Livro 1 Blog Cantinho para Leitura



Autor: Shel Silverstein
Páginas: 112
Editora: Companhia das Letrinhas
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5 Favorito!




Sinopse: Neste clássico da literatura infantil relançado pela Companhia das Letrinhas, acompanhamos a busca por completude e refletimos sobre relacionamentos com a poesia singela de Shel Silverstein. O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. E ele acredita que existe pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. Então ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. Mas, ao explorar o mundo, talvez perceba que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de nós mesmos. Neste livro, leitores de todas as idades vão se deparar com questionamentos sobre o que é o amor e quanto dependemos de um relacionamento ou parceira para nos sentirmos plenamente felizes.




Eu ainda estou um pouco atordoada com o impacto da mensagem de Shel Silverstein. Ele traz um texto rico em metáforas simples, mas que carregam grandes significados sobre a vida. E de forma comovente nos faz enxergar que não precisamos encontrar uma pessoa para nos sentirmos completos. Porque podemos sim ser felizes, apesar de todas as partes que faltam.

Em “A Parte Que Falta” temos um clássico infantil bem antigo, publicado pela primeira vez em 1976. Através de frases curtas e desenhos bem simples em preto e branco, todos feitos pelo autor, vamos conhecer a história de um círculo que se sentia incompleto. Ele tinha um pedaço faltando. E não estava nada satisfeito: ele não era feliz. Então o que ele fez? O círculo foi procurar a outra parte. E saiu pelo caminho cantando:

“Oh, busco a parte que falta em mim, por terras e mares sem fim. Asse o pudim, faça o quindim, estou buscando a parte que falta em mim”.

E foi quando a emoção tomou conta de mim. Eu não esperava passar por isso, mas minha voz foi calando aos pouquinhos à medida que os cenários mudavam. Silverstein começa a mostrar a estrada que nosso círculo teve que percorrer. Era muito triste olhar, eu fiquei muito sensibilizada. Porque eu já estive lá também. Eu também já me senti cansada, sem forças. Já senti frio. Já tive problemas que não conseguia resolver, me sentindo perdida, sozinha.

Enquanto as lágrimas estavam caindo, de repente eu estava sorrindo com os bons momentos que nosso círculo também vivenciou. E um calor aqueceu meu coração. Mas há muito a ser aprendido e a nos surpreender. Afinal de contas, a vida é imprevisível.

Shel Silverstein de forma singela traz um enredo para crianças. Mas de forma incrível, acaba dialogando com os adultos, por causa do significado profundo que está por trás do seu texto. Poeticamente, ele está falando da jornada da vida, de situações pelas quais todos nós já passamos ou ainda iremos passar. Por isso experimentei essa conexão com o personagem.

Ele vai encontrar decepções e obstáculos. Enfrentará circunstâncias muito difíceis. Terá que lidar tanto com perdas, quanto com vitórias, pois a estrada é feita de altos e baixos. Conhecerá algumas partes, mas os relacionamentos serão complicados e não darão certo, pois no fim as diferenças acabam afastando as pessoas. Mas o desiquilíbrio pesa muito também, quando um se esforça e se importa mais ou menos do que o outro.

E isso durou até que ele estivesse pronto. Quando ele alcançou essa maturidade a parte que estava faltando apareceu.

E nada foi como esperávamos.

Se preparem para esse desfecho, pois teremos uma grande reviravolta! É como se toda a vida se abrisse aos seus olhos, como uma revelação. E ele soube, ele entendeu. O autor nos ensina que podemos ser felizes dando valor a tudo o que temos e às pessoas que estão ao nosso lado. Porque são eles que nos completam, são eles que importam. Não devemos perder tempo com nossas limitações, pois alguma coisa sempre irá faltar.

Como diz a música “The Climb” da Miley Cyrus: “Sempre haverá outra montanha. E eu sempre irei querer removê-la. Será sempre uma batalha árdua. Às vezes eu terei que perder. Não se trata do quão rápido eu chegarei lá. Não se trata do que está me esperando do outro lado. É a escalada.” (tradução livre).

Um livro lindo que irei guardar e um dia lerei para os meus filhos!

Amei muito, favorito e recomendo!



Beijinhos. Rafinha.



(Resenha da Colaboradora Rafaela Duarte)








Especial Dia das Crianças




Crédito da Imagem


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Resenha do Livro "O Menino Maluquinho" no Blog Cantinho Para Leitura

Resenha do Livro "25 Anos do Menino Maluquinho" no Blog Nas Tuas Páginas


Coluna Novidades Literárias:

Zahar Lança Mary Poppins e A Volta de Mary Poppins em Edições de Luxo

Lançamento do Livro Diário de Um Banana 13- Batalha Neval


Coluna Resenhas:

Resenha do Livro A Parte Que Falta no Blog Nas Tuas Páginas

Resenha do Livro A Parte Que Falta no Blog Cantinho Para Leitura

Resenha do Livro Diário de Um Banana Livro 1 Blog Nas Tuas Páginas

Resenha do Livro Diário de Um Banana Livro 1 Blog Cantinho para Leitura


Hoje eu tenho uma ótima notícia para vocês!

Nós iremos comemorar no dia 12/10 o Dia das Crianças. Então o Blog Nas Tuas Páginas  se uniu com o Blog amigo Cantinho Para Leitura ,para trazer muitas dicas de livros para vocês em um especial que vai durar todo o mês.

E para abrir esse especial, a Cila do Blog Cantinho para Leitura, que idealizou esse especial, escolheu uma citação de um livro que a marcou muito: “Todas as pessoas grandes foram um dia crianças- mas poucas se lembram disso” (O Pequeno Príncipe)

Então eu Priscilla Fazolli, a Rafinha nossa resenhista, a Cila e a Duda resenhista dela, queremos durante todo esse mês fazer um convite pessoal. Nós queremos que vocês se lembrem!!!!!

O Espírito Infantil vive em cada um de nós, não o deixe adormecido por mais tempo.

E com esse especial nós resolvemos ajudar vocês. Nós quatro conversamos e concordamos que não existe ninguém melhor do que o Menino Maluquinho e o Peter Pan (dois ícones do espírito infantil), para despertar a criança que existe dentro de você.

Assim, a Duda no Blog Cantinho para Leitura já resenhou o livro "O Menino Maluquinho" (confiram a resenha aqui). E a Rafinha agora vai falar do Livro "25 Anos do Menino Maluquinho", que foram completados em 2005.

Por isso vamos começar, não tenha vergonha e pegue sua panela porque é hora de fazer muito barulho, com ele, o inesquecível: O Menino Maluquinho!!!!! 




Autor: Ziraldo
Páginas: 112
Editora: Globinho
Adicione: Skoob
Avaliação: 4/5





Sinopse: Há 25 anos, nasceu um dos personagens mais queridos da literatura infantil brasileira: o Menino Maluquinho. Criado pelo cartunista e escritor Ziraldo, o personagem encantou crianças de todo o Brasil, ganhou prêmios nacionais e internacionais e, recentemente, uma revista em quadrinhos, premiada no último HQ Mix. Para comemorar essa data tão especial, este livro traz uma história em quadrinhos inédita com 25 ilustrações de grandes artistas dos quadrinhos. Todos os artistas convidados adaptaram os personagens do Ziraldo ao seu próprio traço para homenagear o Menino Maluquinho.




Eu confesso que até hoje roubo algumas horas para brincar. Mas como eu cresci, é uma brincadeira diferente. É a brincadeira com os primos menores. E me sinto tão leve, tão feliz nesses momentos. E muita cansada também, afinal de contas não tenho mais a energia de uma criança, risos. E foi exatamente assim que me senti lendo esse livro, como se eu estivesse com meus priminhos brincando em uma tarde de sábado: é muito gostoso e divertido. E não é que esse menino maluquinho ainda acabou me inspirando? Ele tem muita imaginação e por isso acabei tendo algumas ideias para as minhas próximas aventuras.

Em “25 Anos do Menino Maluquinho”, temos uma edição comemorativa. A ideia é apresentar o Menino Maluquinho na visão de 25 artistas diferentes. A historia é contada em quadrinhos inéditos. Temos várias partes, todas elas interligadas, uma puxa a outra e sempre a partir de uma característica do Menino Maluquinho. E no fim de cada uma delas, temos a ilustração daquela parte na interpretação de um dos artistas. Foi engraçado ver como cada ilustrador faz o seu próprio Menino Maluquinho. Deu até vontade de tentar desenhá-lo também, mas eu sou um desastre, provavelmente sairia um boneco de palitinhos com uma panela na cabeça, risos.

O que eu mais gostei, é que Ziraldo começou com uma mãe mostrando o livro do Menino Maluquinho para seu filho, um garotinho dos tempos atuais, que já tinha lido os quadrinhos e visto o filme, mas não sabia que ele nasceu em um livro. Por isso muitas crianças poderão se identificar com esse garotinho, e descobrir junto com ele quem é o famoso Menino Maluquinho que tanto ouviram falar.

O autor destaca como ele é impossível, está sempre metido em confusão ou criando uma, mas é tudo traquinagem de uma criança da idade dele. E mostra também, como ele é esperto, tanto para o estudo, ele só tira nota dez, quanto para dar respostas engraçadinhas, risos.

Ele é um personagem fácil de amar, por representar nossa infância. Por ser cheio de vida e muito alegre. Ele traz o Sol quando entra em casa, quando está com os amigos, quando está com a família. Ele é muito amado e muito amoroso. E nada estraga o dia dele. Você pensa que ficar em casa preso por causa de chuva o desanima? Que nada! Logo ele se tranca em seu quarto e inventa mil brincadeiras. Sua imaginação não tem limites. E nas férias? Não quer perder nem um minuto, por isso está sempre se machucando de tanto que apronta.

Entre a turminha dele, eu dei boas risadas com o Sugiro Fernando. Se deixar, ele fica 24 horas no computador. Está tão viciado que fala com todo mundo usando termos como: “podemos deletar o lixo?” “Já esvaziei essa pasta baixando tudo para a barriga”, quando queria dizer que comeu tudo o que tinha no prato, risos. É uma referência muito clara às crianças de hoje, que ao invés de estarem na rua, andando de bicicleta, jogando bola, estão jogando em celulares, ou mexendo no computador. O completo oposto do Menino Maluquinho.

Apenas fiquei incomodada com uma tirinha, onde os pais o proibiram de andar de skate por ser perigoso, e ele os desobedeceu e foi assim mesmo. Fiquei esperando pela lição e ela não veio. É importante ensinarmos que não podemos ter segredos para nossos pais e não podemos fazer nada escondido. Eles nos amam e querem o nosso bem.

No final tem uma mensagem muito legal. Eu recomendo essa aventura tanto para adultos quanto para crianças!

Beijinhos. Rafinha.


(Resenha da Colaboradora Rafaela Duarte)





Especial Dia das Crianças:



Acompanhem o Especial Dia das Crianças:

Abertura:

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Coluna Resenhas:


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Resenha do Livro Diário de Um Banana Livro 1 Blog Nas Tuas Páginas

Resenha do Livro Diário de Um Banana Livro 1 Blog Cantinho para Leitura



Autora: Ann Brashares
Páginas: 336
Editora: Seguinte
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5 Favorito!



Sinopse: Sasha e Ray sempre passam o verão na velha casa de férias da família. Desde pequenos, os dois dividiram muitas coisas — leram os mesmos livros, correram pela mesma praia, comeram pêssegos colhidos na mesma fazenda, tomaram café da manhã sentados à mesma mesa. Até dormiram na mesma cama, mas nunca ao mesmo tempo. Afinal, eles jamais se encontraram. O pai de Sasha um dia foi casado com a mãe de Ray, e juntos tiveram três filhas: Emma, Quinn e Mattie. Mas o casamento acabou, deixando para trás apenas rancor e ressentimentos. Os dois casaram de novo e formaram novas famílias, mas nenhuma delas pretende desistir da casa de praia, muito menos compartilhá-la. Até este verão. As vidas de Sasha e Ray estão prestes a se cruzar — e, com tudo junto e misturado, as famílias vão mudar para sempre.




Eu nunca li um livro como esse. Há beleza nos diálogos. Há cenas muito significativas. Há também uma mescla proposital de emoções durante a leitura. E um time de 7 protagonistas, contando com três personagens de apoio que foram parar sem paraquedas no que sobrou dessa família. Uma receita inesquecível de doçura e amargor, de erros e perdão e de amor e superação. 

Em “Tudo Junto e Misturado”, temos um enredo voltado para o público jovem que está começando a vida adulta. Com uma narrativa que nos pega de surpresa pela criatividade, a autora vai trabalhar um assunto muito importante e comum nessa fase de nossas vidas: a incerteza de quem somos.

Mas confesso que fiquei um pouco assustada com a percepção de que todos os filhos estavam enfrentando uma crise de identidade pelo comportamento dos pais.

“Dividir era tudo o que faziam. Conforme a combinação de seus pais, dividiam a casa, dividiam o ano, dividiam os feriados, dividiam a comida, dividiam artigos de papelaria, dividiam os custos igualmente — bom, igualmente na teoria. Havia controvérsias entre os pais em quase todas as divisões: os afazeres domésticos, o gramado, a manutenção da piscina. As irmãs dele também eram divididas. Os pais de Ray pareciam desfrutar de um casamento tranquilo, mas foi o casamento acabado havia tempos e o divórcio amargo entre sua mãe, Lila, e o pai de Sasha, o quase mítico Robert Thomas, que moldou a vida deles.”

Primeiro, essa é a história de Lila e Robert. Algo aconteceu para o casamento deles não dar certo. Faz mais de vinte anos que não suportam ficar perto um do outro e por isso se evitam como dois inimigos. Segundo, essa é também a história de Emma, Quinn e Mattie, filhas deles. E por último, essa é a história de Sacha, filha do segundo casamento de Robert; e Ray, filho do segundo casamento de Lila.

As três irmãs são aquelas que estão segurando todo mundo, mantendo os dois lados em pé. Mas para isso tiveram que abrir mão de uma parte essencial delas. Elas terão dúvidas quanto a quem são e sentirão insegurança quando ao futuro que devem escolher.
Sasha e Ray possuem um vinculo inevitável. Acho que foi isso que me tocou. Eles não poderiam estar mais distantes um do outro e ainda assim tão perto e de uma forma tão única!!!

“Para ele, o cheiro do lar era, mais do que qualquer outra coisa, o cheiro de uma garota que ele não conhecia. Seu lar não era a casa de tijolinhos com três andares na rua Carroll, no Brooklyn, onde ele morava a maior parte do tempo. Seu lar era aquela casa grande na beira de uma lagoa que transbordava para o oceano no Braço Sul de Long Island, numa cidadezinha chamada Wainscott. Ali ele passava metade das semanas do verão e metade dos finais de semana de quase todos os anos da sua vida.”

Mas como alguém consegue se conectar com outra pessoa tão profundamente sem nunca a conhecer? Sem nunca falar com ela? 

Essa foi a mágica da autora. Ela conseguiu com muita sensibilidade construir esse sentimento de completude. Havia uma necessidade crescente na história de uni-los. Como se um fosse o que faltava no outro. 

“Acho que eu ia gostar muito que você e Ray se conhecessem. Vocês dois são diferentes em quase todos os sentidos, mas são as duas metades de um todo. Me assusta um pouco. Estou proibida de querer que as duas metades se juntem. Mas sempre quero.”

E o encontro foi um encaixe perfeito. Foi muito intenso. Eles não precisaram se explicar. Era como se sempre estivessem estado lá, um ao lado do outro. Havia uma compreensão além de palavras.

Ann Brashares nos trouxe um enredo forte sobre uma família separada por um segredo do passado. Algo tão doloroso que os condenou a viverem em extremidades opostas. 

E trabalhou as consequências dessa relação disfuncional com os filhos. Tanto Emma, Quinn e Mattie, quanto Ray e Sasha compartilhavam os sentimentos de solidão e vazio. E ainda tentavam lidar, sem sucesso, com o que esperavam deles. 

Com uma linda mensagem sobre o amor que mantinha todos juntos e misturados, iremos ver cada um deles encontrando o próprio lugar à custa de um evento que irá mudar a vida deles para sempre!

Preparem os lencinhos para esse final! Aliás, acho que a autora deixou uma brecha para pelo menos mais um capítulo. Mesmo assim fico satisfeita, apesar da tristeza pelos acontecimentos derradeiros.

O livro foi muito mais do que eu esperava! Amei e recomendo muito!!!!


Beijinhos. Rafinha. 



(Resenha da Colaboradora Rafaela Duarte)


Autor: Harlan Coben
Páginas: 272
Editora: Arqueiro
Série: Myron Bolitar # 7
Adicione: Skoob
Avaliação: 4,5/5,0





Sinopse: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto. Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça. Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.




Eu estava contando os dias para o livro chegar aqui em casa. Faz muito tempo que sou louca para conhecer o renomado autor de suspense Harlan Coben, o único escritor a receber os três mais importantes prêmios da literatura policial americana. Uma amiga que é fã dele me aconselhou a começar por “O Medo Mais Profundo”, o sétimo livro da Série Myron Bolitar. Ela tinha certeza de que eu iria gostar e acertou. Fui surpreendida com um texto completamente descontraído, apesar da natureza dos fatos, e reflexivo. Contando ainda com um plot central na motivação dos personagens.


Depois de quatorze anos ela aparece: Emily Downing. Myron Bolitar não quer falar com ela. Lembranças de como a conheceu, de tudo o que experimentaram juntos. Da primeira mulher que amou e também daquela que quebrou seu coração. E no fim ainda lhe custou o sonho de uma vida: por causa dela, sua carreira de jogador de basquete foi arruinada. Hoje ele tenta fazer com que MB Representações Esportivas dê certo, junto com sua sócia Esperanza Diaz.


Esses seriam motivos mais do que suficientes para ficar longe. Mas ela não está disposta a ir embora sem antes pedir que ele a ajude: seu filho Jeremy de apenas 13 anos está morrendo. Ele tem Anemia de Fanconi e sua única chance é um transplante de medula óssea. Teve muita sorte em encontrar um doador compatível. Só que ele desapareceu! E agora não resta muito tempo para Jeremy.


Emily precisa que Myron o encontre. E para isso está disposta a tudo, inclusive lhe revelar o segredo que escondeu durante todos esses anos: ele é o verdadeiro pai de seu filho!


Aturdido, Myron sabe que não pode lidar com seus sentimentos nesse momento, que ele precisa urgente encontrar o doador. Mas como? Pela regra de confidencialidade, ninguém nunca revelará quem ele é.


Aqui ele precisa fazer uma escolha, a primeira de muitas que virão. Mas para sua surpresa, descobrir sua identidade não o levou a lugar nenhum. Ele chegou a um nome sem rosto, sem família, sem passado. Que existe apenas em uma folha de papel, pois não há nenhum vestígio de sua vida. Absolutamente nada!


Pequenas informações começam a surgir. Não parecem relevantes, mas são suspeitas e é tudo o que eles têm. Seguindo o rastro, acabam esbarrando em pessoas poderosas que tentam impedí-lo de prosseguir.


E em uma grande reviravolta, o doador misterioso ganha voz! Entretanto a ligação foi muito estranha. Do que aquele homem estava falando? Qual era a relação com a doção e principalmente com o seu desaparecimento? Nada fazia sentido!


Myron estava em um beco sem saída, mas desistir não era uma opção. Ele vai à busca do significado daquelas palavras e o que encontra é um escândalo envolvendo um jornalista.
Como juntar essas pistas? Como salvar Jeremy?



Harlan Coben foi uma grande surpresa para mim. Seu texto prima pelo lado emocional dos personagens, tornando a trama pessoal. Ele consegue trazer para perto do leitor a problemática de cada um deles. Até quando é breve, consegue se fazer profundo. Em mais de uma ocasião me vi parada na página pensando sobre o que ele falou.


E também senti uma diferença na escrita do autor. Sua narrativa é madura e direta. Ele fala de relacionamentos de uma forma mais realista, sem floreios. Há ainda um toque de humor e sarcasmo próprios do Myron.


Por isso o que eu mais gostei foi da dinâmica do relacionamento de Myron com seus pais e depois com seu amigo Win. A troca entre eles me capturou desde a primeira página. Os diálogos são espirituosos e cheios de ironias.


Com sua mãe ele fazia um jogo ao lhe dar respostas sem expor o que realmente pensava e sentia, quando ela sabia o tempo todo que ele estava mentindo.


Seu amigo Win é o personagem mais diferente que já conheci. Eu não consegui decifrá-lo por completo. Gostaria que tivesse um livro em que ele fosse o foco, para termos acesso total a ele. A amizade dele é inestimável. Não consigo imaginar essa série sem ele.


E seu pai? Foi aqui que o autor me pegou desprevenida e me emocionou. As cenas entre eles foram simples, mas carregadas de significado. Harlan Coben trabalha muito bem a questão da paternidade sob duas perspectivas diferentes: Myron como filho e depois como pai. E ainda irá abordar essas duas visões sob o mesmo referencial: o tempo!


O tempo é o grande vilão dessa história. Ele será o responsável pela grande questão desse livro: do que você seria capaz para salvar o seu filho? Fazer a pergunta em tese não significa nada, é muito abstrato. Só quando acontece com você, é que entende que no fim somos apenas humanos. Não existem heróis.


Na vida real, o autor vai mostrar que não há espaço para questionamento. Quando se trata de seu medo mais profundo, você simplesmente age, não importa o quê ou como. Nessa hora não há lados, o certo e o errado se tornam meros conceitos.


Algumas semanas, dias, minutos, segundos. É tudo o que Jeremy pode ter se não conseguirem achar o doador. Myron irá fazer tudo o que for preciso. E depois terá que conviver com as consequências de seus atos. Ele nunca mais será o mesmo.


De forma inesperada para mim, esse é um livro que nos desperta para o valor da vida e para a nossa responsabilidade na doação de órgãos. O foco desde o início não é o crime e sim as razões que estão por trás dele e as razões dos personagens.


Recomendo muito!




Bjs.


Pri.


Autora: Lisa Kleypas
Páginas: 320
Editora: Arqueiro
Série: Ravenels # 1
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5 Favorito!


Sinopse: Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu? Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.




Existem histórias que nos conquistam no primeiro olhar. Essa foi a minha experiência com Um Sedutor Sem Coração, o primeiro livro da Série Os Ravenels de Lisa Kleypas. Eu sabia que iria gostar, mas não esperava ter minhas expectativas superadas. Não consegui parar de ler, os personagens eram apaixonantes e eu me vi querendo mais a cada página.

Priorado de Eversby: uma herança em ruínas. As terras não davam mais lucro. A propriedade estava atolada em dívidas. A casa precisava de grandes reformas, e os arrendatários de alguém capaz para resolver todos os problemas. Seria necessário um investimento muito alto para salvar o legado dos Ravenels para as gerações futuras.

Devon não pediu por nada disso! Ele não estava nada satisfeito com a morte de seu primo Theo. Ele e seu irmão West são os últimos da linhagem dos Ravenels. E tinham como plano uma vida confortável e fácil, regrada de mulheres e sem preocupações. O que estava funcionando até agora.

Ao assumir o título de Lorde Trenear ele teria responsabilidades! Ele que nunca trabalhou um dia sequer. E ainda teria que cuidar de três primas e uma viúva. Seria o seu fim. Qualquer um em seu lugar se livraria desse encargo, pois não é difícil prever que em pouco tempo Devon estaria falido e perderia as terras. E foi o que ele se propôs a fazer. Sem nenhum escrúpulo, planejou vender tudo o que conseguisse e ainda expulsar as irmãs de Theo e sua viúva. 

Mas ele não esperava que Kathleen o ouvisse:

“Seja bem-vindo, milorde. E Sr. Ravenel. Vou providenciar o mais rápido possível um inventário de tudo o que há na casa. Assim o senhor poderá pilhar e saquear de forma organizada.”

Ela soube assim que o viu que ele era o inimigo. Ele era desprezível, não tinha um coração. Em nenhum momento se importou com o destino de todos que dependiam da propriedade para sobreviver. E disse a ele cada palavra sem se intimidar. Era teimosa, determinada e muito inteligente, uma adversária de peso para Devon. E uma dor de cabeça. Estavam sempre brigando. Ele se viu obrigado a sempre lhe dar explicações de suas razões, e isso o enlouquecia! E ao mesmo tempo lhe atraia. Quando estavam juntos, saiam faíscas! Kathleen logo provou de sua fama de sedutor. 


"O que as damas usam sob a calça de montar? Uma risada ofegante escapou dos lábios de Kathleen, que deixou as luvas caírem no chão. Eu imaginaria que um renomado canalha já soubesse a resposta para essa pergunta. Nunca fui renomado. Na verdade, sou apenas um canalha bem padrão."

E com o sentimento de que era a sua missão, seu dever, mesmo com o prognóstico de fracasso, Devon mudou de ideia e ficou. Esse foi o primeiro sinal da mudança que estava por vir!

Essa não é apenas uma história sobre o romance entre Devon e Kathleen. Fala também sobre o resgate dos personagens: enquanto eles lutavam para salvar o Priorado de Eversby, acabaram encontrando o caminho para a própria regeneração. Iremos acompanhar de forma muito marcante a transformação de cada um deles. Com grande destaque para West. A autora me surpreendeu com ele, terminei o livro com o sentimento de orgulho e de muito carinho. 

Mas essa não foi a única surpresa. Helen, prima de Devon e West, e Rhys, poderiam ser apenas meros coadjuvantes no texto, já que protagonizarão o próximo livro da série. Mas a autora deu grande espaço na trama para eles também. Eles foram muito bem desenvolvidos, assim como West, sem, entretanto, serem desvendados. Esse diferencial me deixou muito ansiosa, já que a autora, com inteligência, lançou perguntas, e fez mistério sobre algumas questões que os envolvem. 

O livro é narrado em terceira pessoa e a leitura é muito fluida. É daqueles livros que você nem sente e quando vai ver já está na metade. Eu li de uma única vez, não consegui parar, porque a autora sabe como ninguém mexer com nossas expectativas. A todo tempo nos vemos no meio de uma reviravolta ou uma trama nova.

Ela criava situações em que eu me via louca para a próxima cena. Torcendo pelo próximo encontro. Eu não via a hora de ver qual seria a reação do personagem, ou qual seria seu próximo passo. Não posso esquecer de dizer que me diverti com as gêmeas, irmãs de Theo. Elas prometem muita confusão. 

Também me apaixonei por Devon e Kathleen! A química deles é flagrante. É de tirar o fôlego! Eles se provocam, mas também brincam um com o outro. Eu, sem notar, ficava com um sorriso bobo quando eles estavam juntos. 

E não existe nenhum segredo no passado deles que os impeçam de viver o "feliz para sempre". Na verdade, a autora usou como argumento, além de ele ser um libertino reconhecido, o luto de Kathleen. Como viúva, era esperado determinado comportamento dela que era um empecilho para eles. E aproveitou para fazer de leve uma crítica às regras excessivas e sem sentido que ditavam o luto naquela sociedade. 


"Que situação terrível, pensou Devon inconformado. Uma propriedade arruinada, uma fortuna quase no fim e uma mulher que não poderia ter. Kathleen permaneceria de luto por um ano e um dia, e mesmo depois disso estaria fora do alcance dele. Ela nunca se rebaixaria a ser amante de qualquer homem, e, depois do que suportara com Theo, não desejaria nada com outro Ravenel."


Mas não é só isso. A autora preparou um final bem especial: uma reviravolta que abre em grande estilo a história de Helen e Rhys. Não vejo a hora de ler!

Esse foi o debut de Lisa Kleypas aqui no Nas Tuas Páginas e posso dizer que meu primeiro contato com ela não poderia ter sido melhor. Adorei o livro e foi o primeiro que eu favoritei. 

Uma história irresistível! Recomendo muito!



Bjs.

Pri.



Autora: Katherine Applegate
Páginas: 224
Editora: Plataforma 21
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5 Favorito!






Sinopse: São tempos difíceis para Jackson e sua família. O dinheiro para o aluguel acabou. E talvez não sobre nada para as compras do mês. Mais uma vez, seus pais, sua irmã e sua cachorrinha terão de deixar o prédio onde moram para viver em uma minivan. Mas, pior do que a falta de dinheiro e as incertezas com relação ao futuro, é a mania dos pais de Jackson de tentarem encobrir os problemas. O garoto é jovem demais para entender a situação, é o que eles pensam. Na verdade, é o que todos pensam. Todos, exceto Crenshaw. Crenshaw é um gato... um gato gigante e imaginário. E é ele quem vai ajudar Jackson a encarar de frente a dura realidade. No início, o menino tenta rejeitá-lo como um mero produto de sua imaginação, afinal, quem aos dez anos ainda é capaz de ter amigos imaginários? Mas a sinceridade e a sabedoria do gato começam a ecoar em sua vida.



Eu imaginei uma história diferente. Pensei que iria encontrar as aventuras de um menino e seu amigo imaginário até que ele estivesse seguro suficiente para crescer sozinho. Mas Katherine Applegate tinha outros planos. Não esperava me emocionar tanto. Faz tempo que não chorava assim.


Autora: Patricia Cabot
Páginas: 412
Editora: Essência
Série: Rawlings # 1

Adicione: Skoob
Avaliação: 4/5






Sinopse: 'A Rosa do Inverno' é um romance leve, com boa dose de romantismo, forte aroma de sensualidade e uma pitada de suspense. Fala de paixão arrebatadora e indevida, de destino e escolha. Mas, sobretudo, é uma história que acende o debate sobre a condição feminina, o papel, os desejos, os temores da mulher. Ao confrontar o instinto de se entregar a um homem e a decisão de manter a independência, a Patricia Cabot faz do livro um espelho dos dilemas femininos.





A Rosa do Inverno é o primeiro livro da Série Rawlings escrito por Patricia Cabot,, que para quem não sabe é o pseudônimo da famosa autora da série “O Diário da Princesa”, Meg Cabot. Eu estava esperando uma história completamente diferente. Esse não é um romance para se apaixonar e ficar suspirando e muito menos para se divertir. A autora traz, de forma bem leve, um retrato de personagens relegados ao lado B da sociedade e do abismo criado pela desigualdade de classes, principalmente de gêneros, no século XIX. 


Autor: Daniel Cole
Páginas: 336
Editora:Arqueiro
Série: Detetive William Fawkes # 1
Adicione: Skoob
Avaliação: 4/5


Sinopse: Você Está Na Lista De Um Assassino. E Ela Diz Quando Você Vai Morrer. O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano. Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf. Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar. Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.


Boneco de Pano é o livro de estreia do autor Daniel Cole, que causou grande impacto nas redes sociais assim que seu lançamento foi anunciado. Como fã de thriller policial eu fiquei louca para ler. A trama original me conquistou de primeira, mas foi o enredo descrito em formato de série de TV, que caberia também perfeitamente em um roteiro de cinema, seu grande trunfo. A ressalva fica apenas para o desfecho da história.


Autor: Steven James
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Série: Trilogia Blur #1
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5


Sinopse: A isolada e pacata cidade de Beldon, Wisconsin, fica chocada quando o corpo de uma estudante do ensino médio é encontrado no Lago Algonquin. Assim como todos na comunidade, Daniel Byers, de 16 anos, acredita que o afogamento de Emily Jackson foi um trágico acidente. No funeral dela, contudo, ele tem uma apavorante visão – uma “distorção” da realidade: a garota se levanta do caixão, agarra-lhe o braço e pede que ele descubra a verdade sobre sua morte. Convencido de que a aparição era mais do que mera alucinação, Daniel começa a investigar em busca de respostas. A verdade pode ser mais aterradora do que ele pensa. Todos são suspeitos. Mais horripilante do que isso, está perdendo a capacidade de distinguir entre realidade e distorção. À beira da loucura e sem saber como lidar com sua mente cada vez mais dilacerada, Daniel precisa desvendar depressa o mistério, pois pode haver um assassino à solta em Beldon. Que pode matar novamente. Repleto de reviravoltas e narrado num ritmo alucinante, Distorção inaugura uma fascinante trilogia de romances policiais para jovens adultos do aclamado Steven James, um mestre do suspense.

Distorção é o primeiro livro da Trilogia Blur, do aclamado autor de suspense Steven James, vencedor de vários prêmios no gênero. Vocês sabem como eu adoro thrillers e sempre ouvi muitos elogios sobre sua série de sucesso Patrick Bowers. Estava muito ansiosa para conhecer seu trabalho e quando ganhei o livro de presente fiquei muito animada. E agora eu entendo porque ele é uma referência! Steven me surpreendeu não com a trama a ser desvendada e sim com sua habilidade e talento de contar a história. 



Salve-me é o terceiro livro da Série Lovett, Texas, publicado pelo selo Jardim dos Livros da Geração Editorial em 2016. 

Título: Salve-me / Autora: Rachel Gibson / Editora: Geração Editorial / Páginas: 272 / Avaliação: 5/5


Sinopse: A salvação de Sadie Hollowell e Vince Haven depende de muitos fatores. Ele voltou traumatizado da guerra ao terrorismo no Afeganistão e ela, aos 33 anos, acha ridículo ser convidada para ser dama de honra do casamento de uma prima no interior do Texas, onde nasceu. Ambos estão perdidos, à procura das raízes e de uma identidade que a vida foi esfacelando, e são atormentados por uma atração sexual violenta que demora muito a se transformar em amor e compromisso. O que se oferece aos leitores é uma história tensa, em que preconceitos e hesitações lutam contra o amor, sem saber qual dos lados terá o triunfo final. Vale a pena ler e torcer por ele.






Ela é uma Fera é uma releitura do clássico "A Megera Domada", de William Shakespeare.
O livro foi publicado em ebook pela Editora Novo Conceito em 2013.

Título: Ela é uma Fera / Autora: Marina Carvalho / Editora: Novo Conceito / Páginas: 154 / Avaliação: 3/5


Sinopse: No interior de Minas Gerais, Clara, uma menina de traços delicados, tem muitos admiradores, inclusive Henrique, o garoto mais popular da escola, que fará de tudo pra sair com ela, inclusive trapacear. É que o pai de Clara decretou que ela só poderá sair com alguém depois que sua irmã mais velha, Carolina, arrumar um namorado. Parece simples: basta que Henrique arrume um namorado para Carol e siga com seu sonho de ficar com Clara. Determinado, ele arruma o tal namorado para Carol: Pedro, o bad boy. Mas o que nem Henrique, nem Clara, nem Pedro imaginavam é que a intragável Carol iria se comportar como uma pessoa insuportável ao lado de Pedro, jogando água em todos os planos de romance de Henrique e Clara. Caberá a Pedro dar um bom resultado a esta situação, mas será que ele vai conseguir conquistar o coração de gelo de Carol e, finalmente, domar a megera? Ela é uma fera! é uma releitura do clássico A megera domada, de William Shakespeare.

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