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Hoje eu estou muito feliz. O Blog Nas Tuas Páginas agora é parceiro da autora Antonieta Costa! Gostaria de agradecer a oportunidade e a confiança.

A autora escreve para o público infantil e já ganhou o concurso Eliane Ganem para Literatura Infantil e Juvenil em 2015 com seu livro ilustrado "Cocota, a Galinha Apaixonada", que está disponível na Amazon. 

Ela está lançando o livro: "Aconteceu de Verdade", com ilustrações feitas por ela. Em breve teremos resenha aqui no blog. 





Sinopse: "Aconteceu de Verdade" é uma história de amor. Uma fábula onde os personagens: insetos, plantas, fadas e duendes e um beija-flor convivem com a menina, personagem central da história e que se passa no jardim da casa de sua avó onde mora com suas irmãs. O leitor é conduzido a participar das aventuras e ensinamentos nela contidos. A história fala sobre sentimentos e respeito à diferenças, as travessuras, imaginação e a pureza existentes no coração de uma criança. E, acima de tudo, fala sobre o amor e todas as formas de um amor puro e encantador.







A Autora:

Eu, Antonieta Alves da Costa, nasci em 30 de outubro de 1955 no Rio de Janeiro e sempre vivi no mundo da fantasia, desenhando, pintando e inventando histórias e brincadeiras. Sou professora por formação, embora pouco tenha exercido a profissão. Auto didata em artes, desenhista trabalhei como arte finalista para pequenos jornais e revistas. Participei de grupo de teatro como cenógrafa, atriz e dramaturga. Hoje dou aula de pintura sobre tela para idosos na casa de gerontologia da Aeronáutica, na Ilha do Governador - Vila Militar. Ilustrei o livro "Metade de Quase Nada" de Eliane Ganem em 2016. No ano de 2015 recebi o prêmio de melhor livro infantil no concurso Eliane Ganem para Literatura Infantil e Juvenil com o livro "Cocota, a Galinha Apaixonada", agora em e-book pela Amazon´com minhas ilustrações. Depois disso, nesse mesmo ano, resolvi dar atenção a textos guardados, registrando e publicando de forma independente. Nesse mesmo ano de 2015, escrevi e publiquei o livro "Quatro Meninas" em homenagem à minha mãe. Todos os meu livros são inteiramente por mim produzidos como "Aconteceu de Verdade" e outros tantos desengavetados a serem ilustrados e diagramados por mim.




Contato: Facebook





Bem vinda ao Blog Nas Tuas Páginas Antonieta!



bjs.

Pri.







A Cabine de Imprensa Literária é uma coluna fixa do Nas Tuas Páginas. Em conjunto com o Blog amigo Cantinho Para Leitura, iremos ler um livro e assistir sua adaptação para o cinema e trazer a resenha e a crítica do filme para vocês.

E em conjunto iremos responder uma das perguntas mais polêmicas sobre adaptações literárias: livro ou filme? O que vale a pena?

Nessa edição especial para o Dia das Crianças, escolhemos um lindo clássico infantil.

Não percam ainda essa semana tudo sobre o filme.



Autor: Munro Leaf 
Ilustração: Robert Lawson
Páginas: 72
Editora: Intrínseca
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Avaliação: 5/5 Favorito!



Sinopse: Um dos maiores clássicos da literatura infantil A história que deu origem ao filme da Fox, dirigido por Carlos Saldanha Com mais de 80 anos de vida, o simpático Ferdinando continua em boa forma. Sua história não envelheceu um dia sequer, ainda hoje conquistando corações e inspirando o respeito pelas diferenças. Publicado originalmente em 1938, O touro Ferdinando marcou gerações no mundo todo, tendo sido traduzido para mais de 60 idiomas. Com uma narrativa singela, uma união perfeita entre as ilustrações e o texto de humor delicado, o livro conta a história de um touro que, apesar de seu tamanho e sua força, não tem interesse em lutar nas touradas. Tudo que ele quer é cheirar as flores e ficar quietinho no seu canto, mas às vezes o mundo à nossa volta não compreende aqueles que são diferentes da maioria. Com um personagem encantador e ilustrações impecáveis, a obra traz uma mensagem universal e atemporal e certamente será amada também pelo público brasileiro.




O Touro Ferdinando é um clássico infantil que causou polêmica na data de seu lançamento. Publicado na década de 30, com somente alguns meses antes da Guerra Civil Espanhola, foi acusado de conter ideias pacifistas e por isso banido nos países com regime fascista. Confesso que esse histórico serviu apenas para aumentar minha curiosidade e minhas expectativas. E para minha surpresa me deparei com um enredo simples, mas inteligente ao usar de simbolismo para ensinar sobre a paz. Mas não houve nenhuma ideologia política por trás disso como equivocadamente entenderam, a não ser a ideologia de um mundo mais tolerante.

Na Espanha tinha um touro chamado Ferdinando. Sua mãe estava preocupada com ele. Enquanto os outros estavam juntos, brincando de dar cabeçadas, ele encontrou seu lugar preferido: na sombra de uma árvore onde passava o dia cheirando as flores, sozinho. 

“E assim ela entendeu que Ferdinando não se sentia sozinho. Por ser uma mãe compreensiva, mesmo sendo uma vaca, deixou que ele ficasse ali, quietinho e feliz.”

Os anos passaram, e mesmo crescido, ele ainda estava lá, enquanto ou outros touros sonhavam em serem escolhidos para as touradas de Madri. Assim estavam sempre treinando: brigando e dando chifradas uns nos outros. Menos Ferdinando. Mas por um tremendo engano, justamente ele, o único que não queria, acabou sendo o escolhido e levado para as arenas de Madri. 

“Um dia, apareceram cinco homens com chapéus muito engraçados. Estavam procurando entre os touros aquele que fosse o maior, mais veloz e mais forte, para levarem às touradas de Madri.”

No grande dia, música tocava nas ruas, pessoas levantavam bandeiras com o nome dele. Parecia um grande espetáculo. O toureiro e os bandarilheiros e os picadores se exibiam, mas na verdade estavam com muito medo do que poderia acontecer quando Ferdinando entrasse.

E vocês podem imaginar o que foi que aconteceu quando ele entrou? Não posso contar, mas foi engraçado. O problema é que não era o que eles esperavam. E não aceitaram muito bem....

"Não importava o que fizessem, Ferdinando se recusava a lutar e ser feroz. Continuava ali sentado, cheirando as flores. Os bandarilheiros ficaram com raiva, os picadores ficaram com mais raiva ainda e o toureiro chegou a chorar de tanta raiva, por não poder se exibir com sua capa e sua espada."

A história começa como nos famosos contos de fadas: “era uma vez....”. Esse tom usado pelo autor pode traduzir o desejo de que a nossa história tenha um final feliz. 

O sentimento de que todas as pessoas que são “diferentes”, assim como nosso querido personagem Ferdinando, encontrem um mundo onde as diferenças sejam respeitadas. 

Com um texto maravilhoso, que encanta por sua simplicidade, enriquecido por ilustrações em preto e branco, Munro Leaf deixa uma mensagem que atravessa gerações: há espaço para todos nós. Aqueles que querem pular, correr e dar cabeças e também para aqueles que só querem sentar embaixo de um carvalho e apreciar o perfume das flores. 

E que podemos ser felizes quando deixarmos de lutar. Não precisamos das lanças, das estacas e das espadas. Apenas de um coração mais generoso. É importante sermos mais tolerantes uns com os outros. 

Achei lindo o livro e gostaria que todas as crianças tivessem a oportunidade de aprender com ele. 


Bjs.

Pri.



Especial Dia das Crianças:








Acompanhem o Especial Dia das Crianças:

Abertura:

Resenha do Livro "O Menino Maluquinho" no Blog Cantinho Para Leitura




Coluna Novidades Literárias:




Coluna Resenhas:






Coluna Cabine de Imprensa Literária:




Critica do Filme O Touro Ferdinando: Livro ou Filme? Blog Cantinho Para Leitura

Crítica do Filme O Touro Ferdinando: Livro ou Filme? Blog Nas Tuas Páginas


Autora: Suzanne Enoch
Páginas: 288
Editora: Harlequin
Série: Lessons In Love Livro 1
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Avaliação: 5/5 Favorito!








Sinopse: Era uma vez um notório visconde Dare, que seduziu lady Georgiana Halley e tomou sua inocência para ganhar uma aposta, e agora ele vai ter que pagar. O plano é simples: ela vai usar cada artifício de conquista que conhece para ganhar o coração de Dare, e então quebrá-lo. Mas o olhar do visconde tenta Georgiana a se entregar ao prazer mais uma vez, e quando ele a surpreende com um pedido de casamento, ela se pergunta: esse é mais um de seus jogos, ou dessa vez é amor verdadeiro?






Um dos melhores romances de época que li esse ano. Estou muito feliz pela editora publicar a Suzanne Enoch para nós que somos fãs do gênero. E quem não é, tenho certeza de que pelo menos desse livro irá gostar, correndo o risco de se apaixonar. Estou falando de “Como Se Vingar De Um Cretino”, primeiro livro da Série Lessons in Love. 

Tristan Michael Carroway, Visconde de Dare, era o melhor amigo do primo dela, o duque de Wycliffe, e ela o odiava! A briga entre eles era conhecida por todos: há seis anos ele lhe roubou um beijo para vencer uma aposta. Essa foi a versão que eles espalharam. Mas a verdade só eles sabiam. E agora tudo estava prestes a se repetir com Amelia Johns. Não se Lady Georgiana Halley pudesse evitar, e ela queria vingança!

“Do outro lado do salão, a risada intensa de Dare ressoou, e o sangue de Georgiana esquentou até quase começar a ferver. Obviamente, ele não ligava a mínima para o fato de ter magoado os sentimentos de uma jovem garota — ou pior: de ter partido outro coração. Ah, sim, o visconde precisava desesperadamente de uma lição.”.

Parecia muito simples. O plano era fazer com que ele entendesse o que era ser enganado por alguém a quem entregou seu coração. Ela acreditava que só assim ele se tornaria um homem melhor. Mas para funcionar ele precisava se apaixonar por ela. Foi nesse momento que teve a ideia de se oferecer para morar com ele, com a desculpa de cuidar de suas tias. 

“— É por isso que estou aqui. — Georgiana se inclinou para a frente, respirando fundo. Chegara a hora; o primeiro movimento no tabuleiro de xadrez para começar o jogo. — Pensei que as senhoras talvez gostassem de ter alguém para ajudá-las a se locomover por aí, e eu gostaria de me sentir ao menos um pouquinho útil, então eu...”

Depois de todos esses anos, uma visita à Residência dos Carroway’s era muito suspeita. Tristan soube assim que a viu que ela estava tramando alguma coisa. Mas não teve alternativa a não ser ceder a sua presença. Ainda mais depois que constatou o bem que ela estava fazendo a sua família. Mas não seria fácil. Ele nunca a esqueceu. Tudo o que precisava era encontrar uma nova dinâmica para lidar com ela e sobreviver ao que sentia.

O momento não era o mais propício. Seu pai arruinou as finanças antes de falecer. Tristan, como o irmão mais velho, assumiu a responsabilidade de salvá-los. Ele estava se desdobrando para manter o patrimônio deles, mas não havia saída. Eles só tinham no máximo algumas semanas. Ele teria que se casar com alguma herdeira ou perderiam tudo. Amelia Johns era a candidata perfeita, ele sabia. Mas não a amava.

“Se meu pai tivesse morrido uns dois ou três anos antes, talvez eu tivesse conseguido tirar a família da lama sem ter que recorrer a algo tão heroico e tão trágico quanto o autossacrifício.”


Há muito tempo que não fico tão animada com uma história. Vocês podem estar se perguntando o que há de diferente nesse livro. Não há nada de inovador. Mas a química entre os personagens; a forma como a autora movimentou o enredo, indo de uma trama a outra com agilidade; a escrita direta e leve, capaz de divertir, emocionar e nos deixar apaixonados, fez a diferença.

Os personagens são cativantes. Tanto que o trunfo da autora, em minha opinião, foi a família de Tristan, seus quatro irmãos e suas duas tias. Entre eles, Robert, merece destaque. Ele praticamente não fala, vive pelos cantos, isolado em seu próprio mundo. Há algo errado com ele, mas não sabemos o que é. Tristan está muito preocupado, querendo ajuda-lo, mas não consegue. No fim, teremos uma pequena revelação de quebrar o coração. Estou ansiosa pelo livro dele.

Existe também um mistério sobre o motivo da aposta e o que realmente aconteceu entre eles, que pode mudar tudo. Nosso casal vive brigando, com respostas sempre afiadas e carregadas de sarcasmo. O que na verdade é apenas um mecanismo de defesa, uma forma de manter os sentimentos à distância. Mas aos poucos, Georgiana se vê presa dentro da própria armadilha e o que evitou por todos esses anos vem à tona: ainda está apaixonada! Tristan fará de tudo para esclarecer o passado, mas depois de seu erro e de algumas reviravoltas para separá-los, ele terá que lutar para que ela possa confiar nele novamente. 

Mas tem mais: uma vilã entra em cena. E com ela uma tragédia se anuncia e um escândalo irá envolver Tristan e Georgiana nos últimos capítulos. 

Não poderia deixar de contar para vocês que Suzanne Enoch ainda preparou uma surpresa super criativa e divertida, não vou dizer qual é. E enriqueceu sua história iniciando cada capítulo com uma citação de uma das obras de Shakespeare. E para quem sempre pergunta, teremos apenas duas cenas de intimidade entre eles, que são leves e ousadas ao mesmo tempo, pois servirão de gancho para o argumento das tramas.

Esse foi o debut de Suzanne Enoch aqui no Nas Tuas Páginas e posso dizer que virei sua fã. Torcendo para que a editora publique os outros livros da série.

Um livro delicioso e com uma leitura rápida! Recomendo muito!



Bjs.

Pri.



Autor: Jeff Kinney 
Páginas: 224
Editora: V&R
Adicione: Skoob
Avaliação: 3/5 











Sinopse: Não é fácil ser criança. E ninguém sabe disso melhor do que Greg Heffley, que se vê mergulhado no mundo do ensino fundamental, onde fracotes são obrigados a dividir os corredores com garotos mais altos, mais malvados e que já se barbeiam. Em Diário de um Banana, o autor e ilustrador Jeff Kinney nos apresenta um herói improvável. Como Greg diz em seu diário: Só não espere que seja todo “Querido Diário” isso, “Querido Diário” aquilo. Para nossa sorte, o que Greg Heffley diz que fará e o que ele realmente faz são duas coisas bem diferentes.







Vocês que estão me acompanhando aqui no blog já sabem que esse é o meu gênero preferido. Por isso estranhei um pouco essa leitura. Ela segue uma linha diferente do que estou acostumada a encontrar nos livros voltados para esse público. Ainda não sei dizer, mas acredito que a proposta do autor seja nos divertir com as estratégias criadas pelo personagem para sair das situações. Porque ele sempre tenta dar um jeito de conseguir o que quer e acaba dando tudo errado e ele termina encrencado na maior confusão. 

Em “Diário de um Banana” iremos conhecer um menino chamado Greg. O enredo será narrado por ele através do seu diário. As folhas vão simular páginas de um caderno e o autor ilustrou todas elas, como se fosse uma história em quadrinhos dentro de um livro.

“Em primeiro lugar, quero esclarecer uma coisa: isto é um LIVRO DE MEMÓRIAS, não um diário. Eu sei o que diz na capa, mas, quando a mamãe saiu para comprar essa coisa, eu disse ESPECIFICAMENTE que queria um caderno sem a palavra “diário” escrita nele.”

Vamos acompanhá-lo durante todo o ano, desde o primeiro dia de aula. Ele entrou no sexto ano do ensino fundamental, é como se fosse um marco, agora as coisas são diferentes.

“Já falei para o Rowley pelo menos um bilhão de vezes que, agora que a gente está no sexto ano, você tem que dizer “dar um tempo”, não “brincar”. Mas não importa quantas vezes eu reclame, ele sempre se esquece na vez seguinte.”

Na escola tem os valentões. Meninos que são mais altos e mais fortes do que ele. Tem as meninas que são muito complicadas. Garotos como ele não têm nenhuma chance com elas. Elas só querem saber de Bryce Anderson o menino mais popular. 

Em casa tem o drama de ser o irmão do meio, aquele que sofre. Algum de vocês já quis ter um irmão mais velho ou mais novo? Pense melhor, pois depois de conhecer os irmãos de Greg tenho certeza de que irão mudar de ideia. Rodrick, o mais velho, vive pregando peças nele e saindo impune. Manny é o príncipe da casa, por ser o caçula. É superprotegido pelos pais.

“Ontem, Manny desenhou um autorretrato com canetinha na porta do meu quarto. Achei que meus pais fossem realmente dar uma dura nele, mas, como sempre, eu estava errado.”

O pai vive pegando no pé dele. Com vocês acontece o mesmo? Ele não reconhece que Greg é muito bom no videogame, só quer saber de mandá-lo praticar algum esporte ou se exercitar. Aonde vocês acham que ele vai nessa hora? É claro que acaba na casa do melhor amigo Rowley.

Mas as coisas ficarão tensas entre eles. Até Rowley perceber que Greg não tem sido seu amigo de verdade. Amigos não fazem o que ele fez. E tudo piora. De repente Rowley é legal, tem outros amigos. E Greg está sozinho. E assim iremos ver Greg aprontando nas eleições para ser o tesoureiro da turma, na peça que a mãe o obrigou a participar, na noite de Halloween arruinada por seu irmão mais novo e no seu Natal em família.

Se eu pudesse resumir esse livro em uma frase seria: “É difícil ser criança”. Porque o que temos aqui é o universo de um garoto que tenta sobreviver ao ensino fundamental. O enredo é muito atual. Mas eu tive a impressão que o segredo do sucesso dessa série é a forma como ele é contado. É uma criança falando com outra criança. E as ilustrações em quadrinhos fizeram toda a diferença.

É uma criança mostrando o que acontece em casa: como o irmão mais velho o persegue, como o irmão mais novo atrapalha sua vida, como os pais não lhe entendem. Como ele descobriu que o castigo do pai é diferente do castigo da mãe, quando ele faz algo errado. Que na maioria das vezes a mãe tem a última palavra, então não adianta implorar para o pai. Os valentões da vizinhança, que estão sempre aprontando. 

E mostra também o que acontece na escola e como é seu relacionamento com seu melhor amigo. 

Mas Jeff Kinney criou um protagonista que não irá nos cativar. Greg tem atitudes que irão incomodar. Ele sempre enxerga uma maneira de tirar vantagem em tudo o que acontece só para ser mais popular e conseguir a atenção das meninas. E a forma como ele trata o amigo é horrível. Além de usá-lo como cobaia para seus planos e sempre se aproveitar dele, ele o coloca em enrascadas e o deixa sozinho para levar a culpa.

Assim passei o livro todo torcendo por um desfecho que não veio. Não há uma lição de moral no final, Greg não aprende nada. E isso é preocupante em um livro voltado para crianças. O que me consolou foi que nada dá certo para ele, Greg sempre se dá mal. Talvez, sutilmente, essa tenha sido a sua lição. 

Há alguma mensagem no livro? Sim. Em relação ao assunto principal o autor deu o seu recado. Rowley foi ele mesmo do início ao fim, nunca tentou fazer nada para conquistar as pessoas. E como recompensa, todos passaram a gostar dele quando tiveram uma oportunidade para conhecê-lo. Ao contrário de Greg que perseguiu a popularidade a todo custo e sempre quis ser aceito. Mas isso só aconteceu quando ele se livrou da má influência de Greg. 

Agora o que não podemos negar é que crianças do mundo inteiro estão lendo e gostando de ler por causa dessa série. Então eu recomendaria que os pais participassem da leitura de seus filhos. 

Beijinhos. 

Rafinha.



(Resenha da Colaboradora Rafaela Duarte)






Especial Dia das Crianças:







Acompanhem o Especial Dia das Crianças:

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Resenha do Livro "O Menino Maluquinho" no Blog Cantinho Para Leitura



Coluna Novidades Literárias:






Coluna Resenhas:











Autor: Shel Silverstein
Páginas: 112
Editora: Companhia das Letrinhas
Adicione: Skoob
Avaliação: 5/5 Favorito!





Sinopse: Neste clássico da literatura infantil relançado pela Companhia das Letrinhas, acompanhamos a busca por completude e refletimos sobre relacionamentos com a poesia singela de Shel Silverstein. O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. E ele acredita que existe pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. Então ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. Mas, ao explorar o mundo, talvez perceba que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de nós mesmos. Neste livro, leitores de todas as idades vão se deparar com questionamentos sobre o que é o amor e quanto dependemos de um relacionamento ou parceira para nos sentirmos plenamente felizes. 






Eu ainda estou um pouco atordoada com o impacto da mensagem de Shel Silverstein. Ele traz um texto rico em metáforas simples, mas que carregam grandes significados sobre a vida. E de forma comovente nos faz enxergar que não precisamos encontrar uma pessoa para nos sentirmos completos. Porque podemos sim ser felizes, apesar de todas as partes que faltam.

Em “A Parte Que Falta” temos um clássico infantil bem antigo, publicado pela primeira vez em 1976. Através de frases curtas e desenhos bem simples em preto e branco, todos feitos pelo autor, vamos conhecer a história de um círculo que se sentia incompleto. Ele tinha um pedaço faltando. E não estava nada satisfeito: ele não era feliz. Então o que ele fez? O círculo foi procurar a outra parte. E saiu pelo caminho cantando: 

“Oh, busco a parte que falta em mim, por terras e mares sem fim. Asse o pudim, faça o quindim, estou buscando a parte que falta em mim”.

E foi quando a emoção tomou conta de mim. Eu não esperava passar por isso, mas minha voz foi calando aos pouquinhos à medida que os cenários mudavam. Silverstein começa a mostrar a estrada que nosso círculo teve que percorrer. Era muito triste olhar, eu fiquei muito sensibilizada. Porque eu já estive lá também. Eu também já me senti cansada, sem forças. Já senti frio. Já tive problemas que não conseguia resolver, me sentindo perdida, sozinha. 

Enquanto as lágrimas estavam caindo, de repente eu estava sorrindo com os bons momentos que nosso círculo também vivenciou. E um calor aqueceu meu coração. Mas há muito a ser aprendido e a nos surpreender. Afinal de contas, a vida é imprevisível.

Shel Silverstein de forma singela traz um enredo para crianças. Mas de forma incrível, acaba dialogando com os adultos, por causa do significado profundo que está por trás do seu texto. Poeticamente, ele está falando da jornada da vida, de situações pelas quais todos nós já passamos ou ainda iremos passar. Por isso experimentei essa conexão com o personagem.

Ele vai encontrar decepções e obstáculos. Enfrentará circunstâncias muito difíceis. Terá que lidar tanto com perdas, quanto com vitórias, pois a estrada é feita de altos e baixos. Conhecerá algumas partes, mas os relacionamentos serão complicados e não darão certo, pois no fim as diferenças acabam afastando as pessoas. Mas o desiquilíbrio pesa muito também, quando um se esforça e se importa mais ou menos do que o outro.

E isso durou até que ele estivesse pronto. Quando ele alcançou essa maturidade a parte que estava faltando apareceu. 

E nada foi como esperávamos.

Se preparem para esse desfecho, pois teremos uma grande reviravolta! É como se toda a vida se abrisse aos seus olhos, como uma revelação. E ele soube, ele entendeu. O autor nos ensina que podemos ser felizes dando valor a tudo o que temos e às pessoas que estão ao nosso lado. Porque são eles que nos completam, são eles que importam. Não devemos perder tempo com nossas limitações, pois alguma coisa sempre irá faltar.

Como diz a música “The Climb” da Miley Cyrus: “Sempre haverá outra montanha. E eu sempre irei querer removê-la. Será sempre uma batalha árdua. Às vezes eu terei que perder. Não se trata do quão rápido eu chegarei lá. Não se trata do que está me esperando do outro lado. É a escalada.” (tradução livre).

Um livro lindo que irei guardar e um dia lerei para os meus filhos! 

Amei muito, favorito e recomendo!



Beijinhos. Rafinha. 



(Resenha da Colaboradora Rafaela Duarte)








Especial Dia das Crianças



Acompanhem o Especial Dia das Crianças:

Abertura:

Resenha do Livro "O Menino Maluquinho" no Blog Cantinho Para Leitura



Coluna Novidades Literárias:

Zahar Lança Mary Poppins e A Volta de Mary Poppins em Edições de Luxo

Lançamento do Livro Diário de Um Banana 13- Batalha Neval


Coluna Resenhas:

Resenha do Livro A Parte Que Falta no Blog Nas Tuas Páginas

Resenha do Livro A Parte Que Falta no Blog Cantinho Para Leitura





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